Por Dr. Lucas Giraldelli
Médico Psiquiatra | Especialista em Depressão Resistente e Psiquiatria Intervencionista

Exercício físico realmente ajuda na depressão resistente? Entenda o que mostram os estudos, quais exercícios têm mais evidências e como incluir atividade física no tratamento sem transformar isso em culpa.

Palavra-chave principal: exercício físico na depressão resistente


Exercício não é conselho motivacional. Pode fazer parte do tratamento.

Existe uma frase que muitas pessoas com depressão já ouviram mais vezes do que gostariam:

“Você precisa se exercitar.”

Para quem está bem, pode parecer uma recomendação simples.

Para quem está deprimido, levantar da cama, tomar banho ou responder uma mensagem pode exigir um esforço enorme. Nesse contexto, ouvir que deveria correr, ir à academia ou “se movimentar mais” pode soar menos como tratamento e mais como cobrança.

E esse é um erro.

Quando falamos de exercício físico no tratamento da depressão, não estamos falando de força de vontade.

Estamos falando de uma intervenção que vem sendo estudada em ensaios clínicos há décadas e que hoje possui evidências consistentes de efeito sobre sintomas depressivos.

Uma grande revisão publicada no BMJ em 2024 analisou 218 estudos randomizados, 495 grupos de tratamento e mais de 14 mil participantes. Caminhada ou corrida, treinamento de força, yoga e exercícios aeróbicos apresentaram redução dos sintomas depressivos em comparação aos grupos controle.

Mas existe uma pergunta mais específica — e mais interessante para quem trata depressão resistente:

isso continua valendo quando os antidepressivos já não foram suficientes?

A resposta curta é: sim, o exercício pode ajudar. Mas não da maneira simplista como muitas vezes é apresentado.


Primeiro: o exercício não substitui o tratamento da depressão resistente

Esse ponto precisa ficar muito claro.

Uma pessoa com depressão resistente não deveria abandonar antidepressivos, psicoterapia, escetamina, Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) ou outro tratamento indicado pelo psiquiatra porque começou a se exercitar.

Na depressão resistente, o exercício deve ser pensado principalmente como uma estratégia de potencialização do tratamento.

Ou seja: acrescentamos uma intervenção capaz de atuar em mecanismos diferentes daqueles já abordados pelos medicamentos.

Essa diferença é importante.

Leia também: O que é depressão resistente ao tratamento?


Mas existe evidência especificamente para quem não respondeu completamente ao antidepressivo?

Existe — embora a literatura específica para depressão resistente seja menor do que a literatura sobre exercício e depressão em geral.

Um dos trabalhos mais interessantes é o estudo TREAD — Treatment with Exercise Augmentation for Depression.

Os pesquisadores selecionaram pessoas com transtorno depressivo maior que permaneciam sintomáticas mesmo após tratamento com um antidepressivo ISRS.

Em vez de simplesmente trocar novamente o medicamento, o exercício aeróbico foi acrescentado ao tratamento.

Os participantes realizaram diferentes doses de exercício durante 12 semanas enquanto o antidepressivo era mantido.

O estudo mostrou que o exercício podia funcionar como uma estratégia de potencialização em pacientes que não haviam alcançado remissão apenas com o medicamento.

Mais tarde, análises do mesmo estudo mostraram algo particularmente interessante: além dos sintomas, houve melhora em aspectos de funcionamento psicossocial e qualidade de vida.

E isso importa muito.

Porque tratar depressão não significa apenas diminuir uma pontuação em uma escala.

Significa devolver funcionamento.

PubMed — Trivedi et al., TREAD:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21658349/

PubMed — Greer et al., funcionamento e qualidade de vida no TREAD:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27164293/


Então exercício funciona como antidepressivo?

A comparação é tentadora, mas precisa ser feita com cuidado.

Uma grande revisão sistemática e meta-análise em rede publicada no BMJ em 2024 encontrou efeitos antidepressivos relevantes para diferentes modalidades de exercício.

Entre as modalidades estudadas, apareceram com bons resultados:

  • caminhada e corrida;
  • treinamento de força;
  • exercícios aeróbicos;
  • yoga;
  • tai chi e qigong.

A intensidade prescrita também pareceu influenciar os resultados.

Mas isso não significa que podemos afirmar simplesmente:

“academia funciona igual a antidepressivo.”

Os estudos apresentam diferenças importantes de população, metodologia, duração e qualidade. Na própria meta-análise do BMJ, a confiança na evidência variou e muitos trabalhos apresentavam limitações metodológicas.

A conclusão mais responsável é outra:

exercício possui efeito antidepressivo mensurável e pode ser incorporado ao tratamento da depressão.

Na depressão resistente, ele pode ser especialmente interessante como estratégia complementar.

PubMed — Noetel et al., BMJ 2024:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38355154/


E não, a explicação não é simplesmente “liberar endorfina”

Essa talvez seja a explicação mais repetida sobre exercício e saúde mental.

Também é uma explicação incompleta.

Os efeitos do exercício sobre a depressão parecem envolver diversos sistemas simultaneamente.

Entre os mecanismos estudados estão alterações em:

  • neuroplasticidade;
  • sinalização de BDNF;
  • resposta ao estresse;
  • eixo hipotálamo-hipófise-adrenal;
  • processos inflamatórios;
  • metabolismo;
  • sono;
  • ritmos circadianos;
  • sistemas de recompensa e motivação.

Além disso, existe uma dimensão que nenhum exame de sangue consegue capturar completamente.

A depressão reduz progressivamente o repertório da pessoa.

Ela deixa de sair.

De encontrar pessoas.

De realizar atividades.

De experimentar competência.

De perceber progresso.

O exercício pode começar a reconstruir parte desse repertório.

Por isso, seus efeitos provavelmente resultam da combinação entre mecanismos biológicos, comportamentais e sociais.


Existe um tipo de exercício melhor para depressão?

Essa é uma pergunta que a ciência vem tentando responder.

A boa notícia é que provavelmente existem várias opções.

Na meta-análise do BMJ, caminhada ou corrida apresentou um efeito moderado sobre sintomas depressivos. Yoga, treinamento de força e exercícios aeróbicos também apresentaram benefícios.

Outra meta-análise específica sobre treinamento de força encontrou redução moderada dos sintomas depressivos.

E uma revisão mais recente comparando modalidades também encontrou benefícios com exercício aeróbico, resistido e combinações dos dois.

Ou seja:

você não precisa gostar de corrida para utilizar exercício como parte do tratamento da depressão.

Musculação pode ser uma opção.

Caminhada pode ser uma opção.

Natação pode ser uma opção.

Bicicleta pode ser uma opção.

O melhor exercício não é necessariamente aquele que apresentou o maior efeito médio em uma meta-análise.

Na vida real, existe uma variável decisiva:

qual deles a pessoa consegue continuar fazendo?

PubMed — treinamento de força e depressão:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38428290/


Quanto exercício é necessário?

Aqui começamos a entrar em uma questão mais difícil.

Não existe atualmente uma “dose antidepressiva universal” de exercício que funcione para todas as pessoas com depressão resistente.

Os estudos utilizam protocolos diferentes.

No TREAD, por exemplo, os pesquisadores compararam duas doses de gasto energético semanal.

Outras pesquisas utilizam minutos de exercício, frequência semanal ou intensidade.

Revisões recentes sugerem uma relação entre intensidade e benefício, mas isso não significa que quanto mais exercício, melhor indefinidamente.

Uma meta-análise publicada em 2024 encontrou inclusive uma relação não linear entre dose de exercício e melhora dos sintomas.

Na prática, a prescrição precisa considerar:

  • condição cardiovascular;
  • idade;
  • condicionamento;
  • limitações ortopédicas;
  • doenças clínicas;
  • preferência;
  • gravidade da depressão;
  • rotina;
  • tratamentos concomitantes.

Prescrever “150 minutos por semana” para alguém que atualmente passa 20 horas por dia na cama pode ser tecnicamente correto em uma recomendação populacional e clinicamente inútil para aquela pessoa.

O começo precisa ser possível.

PubMed — exercício, modalidade e dose na depressão:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38944017/


O maior problema não é saber que exercício funciona. É conseguir começar.

Esse é o ponto que costuma desaparecer das recomendações.

A depressão provoca exatamente alguns dos sintomas necessários para dificultar a prática de atividade física:

anedonia.

fadiga.

lentificação.

falta de iniciativa.

alterações do sono.

sensação de incapacidade.

Dizer para alguém nesse estado “vá fazer exercício porque vai se sentir melhor” pode ser equivalente a dizer para uma pessoa com pneumonia que ela deveria respirar melhor.

O sintoma está justamente impedindo o comportamento que estamos pedindo.

Por isso, quando utilizamos exercício terapeuticamente, a estratégia precisa mudar.


Na depressão grave, começar pequeno não é fracasso

Para alguns pacientes, o primeiro objetivo pode ser simplesmente sair de casa e caminhar dez minutos.

Para outros, pode ser voltar à academia duas vezes por semana.

Alguém que treinava regularmente antes da depressão talvez consiga retomar um programa mais estruturado.

Não existe mérito terapêutico em prescrever uma rotina perfeita que o paciente não consegue cumprir.

Existe muito mais valor em construir uma rotina pequena que possa crescer.

Em depressão resistente, adesão é parte do tratamento.


Exercício supervisionado pode fazer diferença

Existe outro detalhe interessante nos estudos.

Muitas intervenções são estruturadas.

Existe horário.

Existe acompanhamento.

Existe uma prescrição.

Às vezes existe supervisão profissional.

Isso é muito diferente de simplesmente terminar uma consulta dizendo:

“Faça atividade física.”

Para alguns pacientes com depressão importante, o compromisso externo pode ajudar a vencer a barreira de iniciação.

Por isso, quando possível, trabalhar em conjunto com profissionais de educação física ou fisioterapeutas pode tornar a intervenção mais realista e segura.


Musculação também conta — e isso é importante

Durante muito tempo, exercício para depressão praticamente virou sinônimo de exercício aeróbico.

Hoje sabemos que essa visão é limitada.

Uma meta-análise publicada em Psychiatry Research em 2024 encontrou efeito antidepressivo moderado do treinamento de força.

Isso amplia bastante as possibilidades.

Para uma pessoa que detesta correr, descobrir que musculação também pode fazer parte da estratégia muda completamente a conversa.

O objetivo não é transformar todo paciente deprimido em corredor.

É encontrar uma forma de movimento que possa ser incorporada à vida.

PubMed:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38428290/


E se eu não tiver vontade nenhuma de me exercitar?

Você provavelmente não terá, pelo menos no início.

Esperar a motivação aparecer antes de começar pode ser uma armadilha.

Na depressão existe um fenômeno comportamental importante: frequentemente a motivação aparece depois da ação, e não antes.

Isso é um dos princípios utilizados na ativação comportamental.

Primeiro realizamos pequenas ações possíveis.

Depois o cérebro começa a recuperar experiências de recompensa, competência e previsibilidade.

Por isso, a meta inicial não precisa ser:

“voltar a gostar de treinar.”

Pode ser simplesmente:

“conseguir ir.”


Exercício pode ajudar quem faz escetamina?

Pode. Não existe razão para pensar em exercício e escetamina como tratamentos concorrentes.

Eles atuam por mecanismos diferentes e podem fazer parte do mesmo plano terapêutico.

Quando a escetamina produz melhora da energia, da desesperança e da capacidade de iniciar atividades, pode surgir uma oportunidade importante para reconstruir hábitos que haviam desaparecido durante a depressão.

O mesmo raciocínio vale para pacientes tratados com EMT ou outras estratégias.

A intervenção biológica pode ajudar o paciente a voltar a funcionar.

E recuperar o funcionamento pode ajudar a consolidar a melhora.

Leia também: Como funciona a escetamina?

Leia também: Quantos antidepressivos precisam falhar antes de considerar uma depressão resistente?


Exercício pode substituir a escetamina ou a EMT?

Essa comparação não faz muito sentido.

Uma pessoa com depressão resistente não deveria escolher entre “fazer academia” ou receber um tratamento intervencionista apenas porque ambos possuem evidências antidepressivas.

São intervenções diferentes, indicadas em contextos diferentes.

Em determinados pacientes, exercício pode ser uma estratégia complementar suficiente.

Em outros, precisamos utilizar antidepressivos, potencializações farmacológicas, psicoterapia, escetamina, EMT ou ECT.

A pergunta não é:

“Qual tratamento é o melhor?”

É:

“Qual combinação faz sentido para esta pessoa?”


Existe algum risco em recomendar exercício para todo mundo?

Existe. Embora atividade física seja segura para a maioria das pessoas, existem situações em que é necessária avaliação antes de iniciar ou intensificar o treinamento.

Doenças cardiovasculares, limitações osteomusculares, transtornos alimentares, determinados estados de agitação e outras condições clínicas podem exigir adaptações.

Além disso, exercício também pode ser realizado de maneira compulsiva.

Por isso, “mais” não significa automaticamente “melhor”.

Assim como qualquer intervenção terapêutica, a recomendação precisa considerar o contexto.


O exercício ajuda também naquilo que sobra depois que a depressão começa a melhorar

Esse aspecto me parece particularmente interessante.

Alguns pacientes melhoram do humor antes de recuperarem completamente o funcionamento.

Continuam cansados. Socialmente afastados. Sem condicionamento.

Com baixa confiança na própria capacidade.

O estudo TREAD mostrou melhora em diferentes dimensões de funcionamento e qualidade de vida após a inclusão do exercício em pacientes que haviam apresentado resposta incompleta ao antidepressivo.

Isso reforça uma ideia que considero central:

remissão não deveria significar apenas “não estar triste”.

O objetivo é voltar a viver.

PubMed — TREAD e qualidade de vida:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27164293/


Então exercício físico realmente ajuda na depressão resistente?

A resposta é sim, pode ajudar.

Mas precisamos colocar essa resposta no lugar correto.

A evidência de exercício para depressão de maneira geral é robusta e vem crescendo. Uma meta-análise em rede de 2024 reuniu mais de 14 mil participantes e encontrou benefícios para diferentes modalidades de exercício.

Para pacientes que permaneceram sintomáticos apesar do tratamento antidepressivo, estudos como o TREAD mostram que o exercício também pode funcionar como estratégia de potencialização.

A literatura específica para depressão resistente, entretanto, ainda é menor do que aquela disponível para depressão em geral.

Portanto, seria exagerado dizer que exercício é uma espécie de tratamento universal para depressão resistente.

Não é.

Mas seria igualmente errado tratá-lo como simples recomendação de estilo de vida.

Exercício pode ser parte real do tratamento.


A mensagem mais importante

Talvez precisemos mudar a maneira como falamos sobre exercício e depressão.

O paciente não precisa ouvir:

“Você deveria fazer exercício.”

Provavelmente ele já sabe disso.

O que precisamos descobrir é:

“Como tornar o movimento possível dentro da depressão que essa pessoa tem hoje?”

Às vezes, serão dez minutos de caminhada.

Às vezes, musculação três vezes por semana.

Às vezes, será necessário primeiro melhorar a depressão o suficiente para que o paciente consiga começar.

E isso não representa falta de disciplina.

Representa tratar a doença que está justamente roubando energia, motivação e iniciativa.

Na depressão resistente, não procuramos uma solução milagrosa.

Procuramos intervenções que, somadas, aumentem a chance de recuperação.

O exercício físico pode ser uma delas.

E, quando bem indicado, deixa de ser apenas uma recomendação saudável.

Passa a fazer parte do tratamento.


Perguntas frequentes sobre exercício e depressão resistente

Exercício físico realmente melhora a depressão?

Sim. Ensaios clínicos e meta-análises mostram redução dos sintomas depressivos com diferentes modalidades de exercício. A magnitude do benefício varia entre estudos, populações e protocolos.

Exercício funciona na depressão resistente?

Existem estudos mostrando benefício como estratégia de potencialização em pacientes que permaneceram sintomáticos apesar de antidepressivos. A evidência específica para depressão resistente, entretanto, é menor do que para depressão de maneira geral.

Qual é o melhor exercício para depressão?

Não existe uma única modalidade obrigatória. Caminhada ou corrida, exercício aeróbico, musculação e algumas práticas mente-corpo apresentam evidências. Adesão, preferência, segurança e possibilidade de manter a atividade são fundamentais.

Musculação ajuda na depressão?

Sim. Meta-análises de ensaios clínicos encontraram redução de sintomas depressivos associada ao treinamento de força.

Quantos minutos de exercício são necessários para melhorar a depressão?

Não existe uma dose antidepressiva única estabelecida para todos os pacientes. Frequência, intensidade e volume devem ser individualizados, principalmente em pessoas com depressão grave ou muito sedentárias.

Posso parar o antidepressivo se começar a fazer exercício?

Não por conta própria. Na depressão resistente, exercício geralmente é utilizado como parte de um plano terapêutico e não como justificativa automática para interromper medicamentos.

Quem faz escetamina pode fazer exercício?

Em geral, atividade física pode fazer parte do plano terapêutico, respeitando condições clínicas e as orientações específicas relacionadas aos dias de aplicação da escetamina.


Leia também

➡️ O que é depressão resistente ao tratamento?

➡️ Escetamina para Depressão Resistente: quando esse tratamento pode ser indicado?

➡️ Quantos antidepressivos precisam falhar antes de considerar uma depressão resistente?

➡️ Cetamina e Escetamina: quais são as diferenças e o que isso significa para o tratamento da Depressão?

➡️ Escetamina causa dependência?

➡️ Por que algumas pessoas não respondem aos antidepressivos?

➡️Quantos antidepressivos precisam falhar antes de considerar uma depressão resistente?


Referências científicas

1. Noetel M, Sanders T, Gallardo-Gómez D, et al. Effect of exercise for depression: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2024.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38355154/

2. Trivedi MH, Greer TL, Church TS, et al. Exercise as an augmentation treatment for nonremitted major depressive disorder: a randomized, parallel dose comparison. J Clin Psychiatry. 2011.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21658349/

3. Greer TL, Trombello JM, Rethorst CD, et al. Improvements in psychosocial functioning and health-related quality of life following exercise augmentation in patients with treatment response but nonremitted major depressive disorder: results from the TREAD study. Depress Anxiety. 2016.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27164293/

4. Heissel A, Heinen D, Brokmeier LL, et al. Exercise as medicine for depressive symptoms? A systematic review and meta-analysis with meta-regression. Br J Sports Med. 2023.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36731907/

5. Névés LM, et al. Strength training has antidepressant effects in people with depression or depressive symptoms but no other severe diseases: a systematic review with meta-analysis. Psychiatry Res. 2024.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38428290/

6. Zhang S, et al. Optimal exercise modality and dose to improve depressive symptoms in adults with major depressive disorder: a systematic review and Bayesian model-based network meta-analysis of RCTs. J Psychiatr Res. 2024.
PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38944017/